Facebook. Ter ou não ter? Vale a pena?

Tenho ouvido essa pergunta de forma recorrente nos últimos tempo. Desde os tempos de agência, quando falava sobre CRM com cliente de porte super grande, até os dias de hoje, quando converso com igrejas e comunidades em busca de estruturar seus processos de comunicação e sua relação com seus membros.


Há cerca de 2 anos, quando o Facebook, de fato, experimentou um crescimento assustador de audiência (base, hoje, em cerca de 2 bilhões de pessoas) a visibilidade dos conteúdos de páginas profissionais (empresas, organizações, artistas) caiu de forma vertiginosa. Além do aumento do conteúdo por segmento disputando a mesma audiência, em muitos casos, o Facebook acabou mexendo em sua lógica de apresentação, privilegiando os conteúdos orgânicos mais relevantes e, também, os pagos (com relevância para as audiências selecionadas).


Neste cenário, as igrejas ficaram à deriva, pois confiavam em seu conteúdo - nem sempre muito relevante do ponto de vista editorial - e na assertividade de contato com seus membros/fãs, pois a timeline sempre expunha o conteúdo mais lido/relevante para o usuário. Isso mudou. A relevância, para o Facebook hoje, é subjetiva e moderada por robôs que checam a pertinência do conteúdo, forma e direcionamentos de forma mais ampla. Para exemplificar o que estou falando, desde 2013 o Facebook ampliou sua base de marcas anunciantes em 130% (fonte SocialBakers), movimento que tem feito o alcance orgânico de um conteúdo, que já era baixo - em torno de 7% -, chegar a 2% de possibilidade de ser visto por um usuário.


E aí, o que fazer?

Pergunta muito complexa e sem resposta pronta. Mas, com alguns caminhos para pensar.


O primeiro deles é ter certeza que seu conteúdo não irá se sobressair neste cenário apenas de forma orgânica. Se estiver pensando assim é um tremendo engano. Hoje, no mundo com excesso de informação que temos e regido pelas ferramentas sociais (que na verdade são canais de mídia), é preciso gritar mais alto e, para isso, o melhor caminho é bancando seu conteúdo. Sim, para continuar no Facebook é preciso ter budget definido.


O segundo é que conteúdo relevante, com direcionamento de link relevante, sim tem mais espaço entre aqueles 2% que falei. Os editores de notícia, canais de jornalismo (sérios) e "publishers" tem conseguido bons resultados, mesmo com um volume alto de postagens. Conteúdo bom, relevante e com desdobramento faz sua audiência procurá-lo. Viver de jogar banner de evento de sua igreja já não é uma opção.


O terceiro. Entrar ou não entrar no Facebook? Entrar, desde que você faça um "check" nos dois itens acima. Tenho grana para me manter lá: check! Meu conteúdo é bom e consistente (relevância é medida por qualidade do texto, tempo de leitura e saída da página e, também, link de destino): check! Vai fundo! O Facebook ainda é o maior campo missionário digital disponível para as igrejas entrarem e, também, é rico em ferramentas interessantes como as comunidades, transmissões de video online, chats com seus bots, plataforma de mídia bem organizada e muito mais.


Ao ouvir a palestrante Nona Jones, responsável no Facebook por promover comunidades de fé na plataforma, dizendo que há cerca de 30.000 buscas por igreja online no Google por mês (nos Estados Unidos), vejo que há muito campo para cumprir o "IDE" no universo digital e não temos porque desperdiçar canais. É tempo de entende-los e tomar partido de seus benefícios para fazermos discípulos por aí.


Nos vemos no próximo post!



Photo by Fab Lentz on Unsplash






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