Metas e objetivos na igreja?

Estes dias estive em um grande encontro de comunicadores brasileiros e saí de lá com o coração cheio de ver que o assunto está na pauta das igrejas, que pessoas estão se interessando pela área e, principalmente, por saber que pastores estão mais abertos ao diálogo sobre marketing. Demais. Ouvi sobre alguns cases muito legais, da concepção, produção até o "delivery". Também fui impactado por histórias de operações e estruturas mais limitadas do que as que já vi, ouvi e trabalhei e, mesmo assim, os resultados são importantes. Sinceramente, foi muito legal.

Mas, ainda continuo com algumas crises sobre a comunicação na igreja, Uma delas, é a clara ausência de planejamento estratégico para os trabalhos que são desenvolvidos no ambiente eclesiástico. E, veja. Quando falo em planejamento estratégico quero dizer algo oposto a pensar um evento e seu cronograma de posts. Estou falando de pensamentos um pouco mais profundos que começam por questionar a essência da igreja, a motivação do "tal evento" e o que as ações esperam cumprir na audiência.

Sim, meus amigos. O trabalho de comunicação não é efetivo se não pensarmos um pouco de forma cartesiana organizando o pensamento do quem somos, qual a nossa jornada e onde queremos chegar. Isso não agride o cristianismo não. Pelo contrário, se olharmos como Deus planejou o Tabernáculo, nos mínimos detalhes, entendemos que planejar, criar metas e objetivos para TUDO que fizermos não tem qualquer prejuízo para a pureza do nosso trabalho.

Se quero apresentar uma ação social em minha igreja, automaticamente preciso pensar em qual ação eu espero obter dos membros. Doações, engajamento, voluntariado? Se tenho um evento, preciso pensar - em sua concepção - se ele contribui para a estratégia macro da igreja em se posicionar com seus membros ou comunidade.

Encorajo você a refletir em como você tem planejado o trabalho de comunicação em sua igreja? Pense se o que você tem produzido contribui para a imagem de sua igreja? Reveja se tudo que você tem feito tem coerência com o posicionamento e com a marca de sua igreja? Veja se a linguagem está adequada a linguagem das pregações, do púlpito? E, antes de tudo isso, pense se seu trabalho tem contribuído para a expansão do Reino de Jesus Cristo a partir de sua comunidade local.



Photo by Alvaro Reyes on Unsplash

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